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domingo, 11 de agosto de 2013

Artistas da Finlândia fazem performances em SP; veja programação

Matéria do Guia Folha (veja aqui)

A performance artística finlandesa é o foco da mostra "Fin La! La! La!", que a partir desta sexta-feira (dia 9) exibirá cinco trabalhos de desempenho ao vivo no Sesc Pinheiros (zona oeste de São Paulo).

Divulgação
"Parasitic", performance de Karolina Kucia, parte da programacao do festival Fin La! La! La! Finlandia-Brasil: Experimento Live Art.
"Parasitic", performance de Karolina Kucia, parte da programacao do festival Fin La! La! La! Finlandia-Brasil: Experimento Live Art.

Neles são tratadas questões como o pós-industrialismo, a pena de morte, relacionamentos parasitários e o colapso.
Fruto de uma parceria entre artistas da Finlândia e do Brasil, o projeto ainda realiza uma mostra de vídeos no MAM, além de debate e encontro entre artistas (evento exclusivo para os participantes do curso de performance do MAM).
O projeto é apoiado pelo Frame Visual Art Finland, Theatre Academy of the University of the Arts Helsinki, a Embaixada da Finlândia no Brasil e a SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco.
Veja a programação completa abaixo.
Sesc Pinheiros - r. Paes Leme, 195, Pinheiros, tel. 3095-9400. Executed Stories, 135 min., sex.: 16h30. Sáb.: 19h30. Life in Bytom, 90 min., sex.: 19h. Dom.: 16h. Parasitic, 60 min., sáb.: 17h30. Dom.: 18h. CC: AE, Au, D, M e V. GRÁTIS
MAM - av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, Pq. Ibirapuera, tel. 5085-1300. Ter.: 17h às 22h. Qui.: 17h às 18h e 18h30 às 22h. Até 15/8. GRÁTIS


PERFORMANCES - SESC PINHEIROS
9/8
16h30 - "Executed Stories" (Juha Valkeapää)
19h - "Life in Bytom" (Tero Nauha)
10/8
17h30 - "Parasitic" (Karolina Kucia)
19h30 - "Executed Stories"
11/8
16h - "Life in Bytom"
18h - "Parasitic"
17/8
15h - "Astronomer: experiment" (Nauha, Cássio Santiago, Valkeapää)
18/8
11h - "Perfect Shipwreck Tour" (Elisa Band, Kucia)
15h - "Perfect Shipwreck Tour" (Elisa Band, Kucia)
-
MAM
13/8
17h-22h - Mostra de vídeos "Performative Consequences and Affects": nova Performance Arte finlandesa em vídeo e Vídeo-arte das coleções do AV-arkki, the Distribution Centre for Finnish Media Art. Curadoria de Tero Nauha.
15/8
17h-18h - Conversa sobre performance art. Com Karolina Kucia, Tero Nauha, Juha Valkeapää, Elisa Band e Cássio Santiago.
18h30-22h "Performative Consequences and Affects"

 CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM

sexta-feira, 22 de março de 2013

Noite, neblina... e Arte?

Como postagem feita por mim no Facebook, "Eu não conhecia esse documentário até ontem a noite. Imagens fortíssimas dos campos de concentração, mas um relato necessário para quem precisa de doses sazonais desse genocídio, em busca de respostas sobre nosso mundo."

Trata-se do documentário "Noite e neblina", realizado por Alain Resnais em 1955, exatos dez anos após o final da Segunda Grande Guerra e o inclassificável Nazismo alemão. Esse vídeo me trouxe a genialidade desse diretor francês em se lançar numa produção cinematográfica de viés documental com uma subjetividade artística necessária: ao mesmo tempo que o filme pincela imagens e uma narração reflexiva, não somos poupados das imagens de horror que revelam dramas, histórias e fragilidades do ser - que mata, e que é morto.




O texto a seguir é uma reprodução do publicado na página do fantástico Imagens Históricas:

NOITE E NEBLINA. Direção: Alain Resnais, Texto do filme: Jean Cayrol, Música: Hanns Eisler, Narração: Michel Bouquet. França: Aurora DVD, 1955. 1 DVD. (31 min.), son., color./p.b, legendado, documentário.


O esquecimento de horrores passados promove o segundo assassínio das vítimas do Holocausto; essa é uma das premissas do filme feito pelo cineasta francês Alain Resnais. Uma década após o fim da Segunda Grande Guerra, o Comitê de História da Segunda Guerra Mundial pediu um documentário que narrasse os acontecimentos nos campos de concentração nazistas.

Dessa forma, o filme, cujo nome carrega a expressão surgida da chegada dos trens, durante a noite, sob forte neblina, em que muitas dessas noites, por falta ou excesso de nomenclatura, a SS nomeou os recém chegados apenas com: N N - Nacht und Nebel (Noite e Neblina) -, em seus 31 minutos promove o desafio da memória, buscando impedir que novas barbáries como o Holocausto voltem a acontecer. Afinal, segundo o cineasta, esse tipo de horror só sai de moda e, se esquecido, ele tende a voltar. O poeta francês Jean Cayrol, ex-prisioneiro do campo de Mauthausen, na Áustria, autor do texto presente no filme, também completou a obra capturando a atenção do espectador de forma quase poética.

Finalmente, Noite e Neblina é mais do que um registro histórico daquele período, sendo, também, o documentário possibilitará uma boa fonte de debate e um recurso contra a amnésia dos acontecimentos históricos.

Talita Lopes Cavalcante

Administração Imagens Históricas


Fosse pouco a descarga de realidade desse documentário, hoje me deparo com a seguinte entrevista em um grupo de discussão de educadores: "Entrevistei um daqueles gajos que nega o Holocausto".

A entrevista a seguir é uma reprodução da publicada em Vice/Cenas, por Jim Roberts:


O entrevistado a usar um lacinho.

O Charles Krafft é um artista plástico que tem andado nas notícias pelas piores razões: cerâmica nazi. O Charles faz bustos do Hitler, frascos de perfume com suásticas e pratos que ilustram bombardeamentos durante a Segunda Grande Guerra. Já lhe chamaram de tudo, claro: supremacista branco, nazi, negador do Holocausto, etc. Mas isto continua a ser arte. Certo?

Não é a primeira vez que um artista brinca com este tipo de simbolismo polémico de forma a abrir um diálogo fácil, e polarizado, sobre certos eventos contemporâneos, mas as alegadas ligações do Krafft a grupos de extrema-direita tornaram a sua obra em algo de genuinamente ofensivo para muitas pessoas. Quis conversar com ele para tentar descobrir se o Krafft é o Mel Gibson ou o Ali G do mundo da arte.



VICE: Como é que descreverias a arte que fazes?
Charles Krafft:
 Confrontacional e cómica. É uma comédia negra. Interessa-me a cerâmica não-funcional.

O que é que te atraiu originalmente para este ofício?
Olhando para outras peças não vês nenhum tipo de desafio, nenhuma referência à época em que vivemos. É como se fosse tudo do século XVIII: vaquinhas e moinhos. Quis actualizar a cerâmica, virar o conceito do prato do avesso. Pintar momentos que mudaram as nossas vidas.

Estou a ver.
Queria que tivessem o aspecto de peças que a tua avó pudesse ter em casa, mas que, ao mesmo tempo, arriscasse um duplo sentido. Comecei nos pratos, depois passei para armas e por aí fora.

Mas muito do teu trabalho tem uma certa conotação nacionalista, certo?
Sim, gosto do conceito de nacionalismo por oposição ao da globalização. Interessa-me o nacionalismo pré-Grande Guerra. Todo o nacionalismo pós-1945 foi diabolizado. Se leres literatura nacionalista pré-guerra vês que não é tão má como as pessoas dizem. Pretendo re-examinar a história dos movimentos intelectuais pré-1945. Havia muitos intelectuais de direita, hoje em dia são todos de esquerda.







Achas que a direita foi injustiçada, então? Presumo que sejas uma pessoa de direita.
Sim, julgo que sim. Foi diabolizada. Já não é possível ter uma visão imparcial. E não, sinto que estou para lá do paradigma. Não quero que me encaixem em nenhum dos lados. Mas sim, simpatizo com a direita. Acredito realmente que os comunistas estavam a tentar subverter este país, nos anos 50. O McCarthy foi muito criticado, mas tinha uma certa razão.

Mas as pessoas acusam-te de ser uma daquelas pessoas que nega a existência do Holocausto.
Estive num fórum online de extrema-direita e fiz um podcast para eles. Mas puseram palavras na minha boca. Sou da opinião que se deve re-examinar os dados que temos, mas é um tema demasiado tabu. Não entendo porquê, mas é. Há pelo menos um nazi, Valerian Trifa, cujo nome deveria ser limpo. Sou um protestante branco, é algo que herdei.

Portanto, és mais um revisionista do que um negador puro e duro?
Sou um protestante branco, é algo que herdei. Não devia haver tabus sobre nada. Algumas das provas históricas estão erradas, mas aparece sempre um judeu a queixar-se. A verdade deveria sobrepor-se sempre aos sentimentos das pessoas. Cresçam. Sei que isto é polémico, mas não sou um neo-nazi. Uso a imagética nazi de forma irónica, é um arquétipo do mal. A suástica é apenas mais um elemento da cultura popular.

E onde é que entram os teus bules do Charles Manson e do Hitler?
Ia fazer uma exposição no Reino Unido e pensei: bules. Os britânicos adoram chá.

E aquelas coisas feitas de esqueletos humanos?
Queria criar uma espécie de porcelana humana, uma maneira de imortalizar as pessoas. Pensei que pudesse ser comercializado, publiquei anúncios em revistas funerárias e tudo. Mas não tive muitos interessados. Os meus pais transformaram-se em fogo de artifício, depois de mortos, por isso pensei que pudesse haver outras pessoas interessadas em acabar num prato.

Pois, parece que não.
--


Depois de uma surra dessas de questionamento, alguns educadores resgataram a Pergunta das perguntas em Arte ("Isso é ou não é Arte?"), e se existe alguma Ética na Arte, ou o famoso "limite". Também houve conclusões em que como muitos comediantes têm se excedido em suas micropostagens no Twitter e perderam a graça, o artista em questão acima 'perdeu a Arte', perdeu seu direito de ser admirado, estudado, comprado etc. E agora: quais ideias chegam até você, a partir de todas essas informações?

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Não se engane mais: Carnaval também é cultura

Fato: não dá pra dizer que o desfile de escolas de samba do Carnaval é um bacanal de mau gosto e mal feito. A cultura desse carnaval é tão justa quanto a cultura do cinema hollywoodiano nos EUA. Do mesmo jeito que celebridades e outras moças ficam seminuas no sambódromo (o que soa como apelação), essa indústria cinematográfica produz besteiróis sobre redes de fast food e comédias românticas sobre zumbis - ossos de ofícios que rendem lucros tão positivos que podem pagar por tais absurdos.

 

Tudo isso é uma fatiazinha de indústrias de profissionais, pesquisas e acabamentos inquestionáveis, e que apresentam trabalhos embasados, técnicos e bem executados! Nos vídeos do link a seguir, enquanto você confere algumas imagens, os jornalistas narram algumas curiosidades a respeito do trabalho realizado para tais resultados.

EDUCADORES AVESSOS OU NÃO AO CARNAVAL, fica a dica de planejamento! A escola de samba Rosas de Ouro apresentou um enredo riquíssimo de manifestações culturais ao redor do mundo, de todas as mais importantes e que assumem um papel muito parecido com o nosso Carnaval. A partir daqui, fala-se de carnaval, fala-se de culturas... Basta querer educar. Basta assumir a importância que esse feriado tem no nosso país.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mostra, workshop e palestras na Galeria de Arte Digital SESI-SP da Avenida Paulista!


São Paulo ganha primeira galeria de arte digital a céu aberto da América Latina
Inauguração acontece no dia 3 de dezembro, às 20h30. A Galeria de Arte Digital do Sesi-SP é um presente da Fiesp e da indústria paulista à cidade, e será permanente
Assessoria de imprensa / Foto: Luciano Bohomo

O prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um dos principais cartões postais paulistanos, será transformado em um espaço inédito e permanente de arte digital para exibição de obras visuais a céu aberto.
A partir desta segunda-feira (03/12), às 20h30, quando as luzes forem ligadas, a fachada e as laterais do prédio passam a exibir a primeira galeria de arte digital da América Latina: a Galeria de Arte Digital do Sesi-SP.
Com 26.241 mil clusters, cada um formado por quatro lâmpada de LED, instalados em 3.700 m² da estrutura metálica que reveste o prédio da Fiesp, o novo espaço cultural transmitirá até 4,3 bilhões de combinações de cores. A inauguração é também a primeira edição do SP_Urban Digital Festival, com curadoria da brasileira Marília Pasculli e da alemã Susa Pop.

Serviço:
 

Inauguração do SP_Urban Digital Festival – 1ª edição
Dia 03/12/12, às 20h30
Local: Prédio da Fiesp/ Sesi-SP
Endereço: Av. Paulista, 1313, capital

Palestras e Workshops:
Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Informações e reservas para as palestras e workshop: (11) 3146-7383
Espaço Mezanino – Av. Paulista, 1313 – Metrô Trianon/Masp
Gratuito

Programação
De 04/12 a 31/12:
20h às 23h – obra de um artista específico*
23h à 01h – Antoine Schmitt ("City Sleep Light", obra de programação pulsante de acordo com dados diários da cidade)
01h às 06h – programação mista e randômica

De 04/12 a 08/12: VJ Spetto com a obra “Inter Freak Quência”;
09/12 a 13/12: Mar Canet & Varvara Guljajeva com a obra “O Ritmo de São Paulo”;
14/12 a 18/12: BijaRi com a obra “Metacidade”;
19/12 a 23/12: Esteban Gutierrez com a obra “Construcción de Idea (São Paulo – Bogotá)”;
23/12 a 27/12: Goma Oficina com a obra “Homo Ludens”;
28/12 a 31/12: todos.
(clique na imagem para aumentá-la)
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PERSPECTIVAS DE MUNDOS.


Todos os dias o sol nasce e se põe, ao longo deste processo, pessoas estão assistindo Tv, buscando por dias melhores, estão reclamando do trânsito de SP, infelizes com seus empregos, consumindo drogas, reclamando da comida que comem e reclamando da vida...
 Ultimamente estive participando de um grupo aberto de pessoas com ideias em comuns que questionam nosso meio social.
Em meio à opressão, má distribuição de rendas, impostos absurdos, politicagem podre e barata, planos do governo que só ficam no papel, manipulação em massa, tecnologia crescente, sistema falido e atrasado de educação Brasileira dentre outros. Venho um tempo questionando o motivo pelo qual não tenhamos contato direto em ações de mudanças, será que as pessoas estão ocupadas demais, precisando estar no mercado de trabalho por dinheiro e consumindo para suprir essa frustração? Cegas demais, acomodadas demais e alienadas demais... Não necessariamente generalizando dessa forma, mas convenhamos que é mais é fácil se justificar e cair na rede do comodismo, marginalizar os que estão fora desse contexto e criar uma ilusão de vida perfeita ditada pela educação pela qual nos educaram.
De acordo com os fatos, mesmo não sendo moradora da cidade de SP, presenciei uma série de manifestações e, como resultados disso, revoltas recebem balas de borrachas para deixar a situação caótica em silêncio, e as mídias publicam o que querem a seu favor. Velha história...
Muitos sabem que o sistema está infiltrado em nossas mentes. Com base nisso um dos métodos tomados pelo grupo de agir em pró da conscientização a favor da coletividade e assim reverter um pouco do quadro é fazendo ações diretas.
Realizamos visitas a comunidade do Moinho, minha primeira impressão é de que, sem dúvidas  o local está esquecido pelas autoridades de SP e condições de vivências são péssimas, sem o mínimo de recurso para necessidades mais básicas (tomar água, realizar refeições, necessidades fisiológicas,péssimo odor por toda a parte etc)
No dia 16 de setembro de 2012 passamos o dia no local em uma ação através da imagem que elaboramos (mais detalhes nas fotografias em breve no meu blog pessoal kahartes.blogspot.com.br). A intensão da imagem é dialogar diretamente com a população e causar questionamentos, com relação ao que vivemos e mover atitudes.

Comunidade Moinho 16/11/2012.
Consequentemente trocamos experiências, deixamos um pouco de nossas histórias e levamos muitas conosco. Vítimas da grande engrenagem, são pessoas simples dentro de uma “sub sociedade podre”; São pessoas humildes com suas riquezas internas, são pessoas deixadas pra trás.
Para nossa surpresa, nesta manha do dia 17 de Setembro, querido ano de eleição foi identificado o 2° incêndio na favela do qual foi publicado em diversos sites e mídias televisivas.

O Estadão publica:” Briga causou incêndio que atingiu a Favela do Moinho, dizem moradores”
Diário de SP: “Uma pessoa morreu em incêndio em São Paulo”
G1globo:” Polícia prende suspeito de iniciar incêndio na favela do Moinho, em SP”
fantastico.globo.com já publicou: Condição precária das casas é origem de incêndios em favelas de SP
Este ano já são 32 incêndios em favelas da cidade de São Paulo. Oito só em agosto.
Outras mídias indicam que pelo tempo seco é bem comum a possibilidade de incêndio por diversos motivos ocasionais, como mera fatalidade acidental...
Em seguida surgiu um índice de 68 incêndios em favelas de SP.

Em 23 de dezembro houve o mesmo ocorrido e as mesmas justificativas pelas mídias.
A mídia interesseira, portanto é isso e sempre foi isso!!!

 Em 2005 a prefeitura da região entrou com uma ação para desocupar a área da comunidade do moinho, ignorando mais uma vez a presença dos moradores. Lembrando que por ser uma região central de SP o local se mostra ainda mais atraente pelo mercado imobiliário.
Indignada, depois de tantas publicações podres e por outro lado, apelos já realizados, senti a necessidade de simplesmente fazer acontecer algo nesta pequena ação documental do qual compartilho.
Estou do lado de quem luta por uma política habitacional digna e justa com o mínimo de benefícios para sobrevivência e por uma educação acessível de verdade.
Não é, portanto mais um trabalhinho acadêmico, nem uma super  elaboração revolucionaria com fins lucrativos como muitas por aí, é um registro de um contato mais direto e o começo de algumas ideias coletivas por livre espontânea vontade do qual plantamos algo que não sabemos o que, nem onde  vai dar, mas onde há fé a esperança não morre e nós continuamos.
Fim da tarde entrada da comunidade do Moinho.16/11/2012.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Utilidade pública: quando e onde acontece a 30ª Bienal pela cidade de São Paulo?

Não sei se todo mundo recebe as newsletters da Fundação Bienal de São Paulo, então disponibilizo aqui um infograma com a programação externa da 30ª Bienal de São Paulo, que se instala na cidade entre 7 de setembro e 9 de dezembro de 2012 no Pavilhão da Bienal (Parque Ibirapuera).

http://www.bienal.org.br/30bienal/pt/blog/Paginas/post.aspx?post=14&url=/FBSP/pt/Blog/

Bienal na Cidade

Além da exposição principal no Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera, a 30ª Bienal de São Paulo - A iminência das poéticas também estará presente em outras instituições culturais na cidade de São Paulo. Confira abaixo as datas de abertura e programação nesses locais.


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Tudo em sua mente. Viagem em dois atos - Leandro Tartaglia
4 de setembro a 9 de dezembro

Em seu trabalho desenvolvido para a 30ª Bienal, o artista argentino Leandro Tartaglia desenvolveu uma viagem em dois atos que parte do Pavilhão da Bienal e será acompanhada por um áudio. No meio da viagem, o participante sai do carro em frente à Capela Morumbi, espaço que integra uma instalação sonora da artista Maryanne Amacher.

Duração total da viagem: 1 hora.
Distribuição de senhas no local 1h antes do evento
Horários: terça a sexta às 13h. Sábados e domingos às 15h.
Local de partida: saída do Pavilhão da Bienal


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Alexandre Navarro Moreira na Avenida Paulista
4 de setembro a 9 de dezembro

Ao longo da avenida, em displays de bancas de jornal.


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Jutta Koether e Benet Rossell no MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
4 de setembro a 9 de dezembro

MASP, Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista, São Paulo.
T (11) 3251 5644
masp.art.br
Horários de funcionamento: terça a domingo das 11h às 18h (a bilheteria fecha às 17h30), quintas das 11h às 20h (a bilheteria fecha às 19h30)

No dia 4/9, os convidados para a abertura da Bienal irão receber (até 15h) pulseiras que dão acesso gratuito ao Masp até 9/9


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Charlotte Posenenske na Estação da Luz
4 de setembro a 9 de dezembro

Estação da Luz
Fechada das 00h às 5h.


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Maryanne Amacher na Capela do Morumbi
5 de setembro a 9 de dezembro

Abertura: 5 de setembro às 10h

Capela do Morumbi, Avenida Morumbi, 5.387, Morumbi, São Paulo.
T (11) 3772 4301
www.museudacidade.sp.gov.br/
Horários de funcionamento: terça a domingo das 9h às 17h


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Hugo Canoilas na Casa do Bandeirante
5 de setembro a 9 de dezembro

Abertura: 5 de setembro às 15h

Casa do Bandeirante, Praça Monteiro Lobato, s/n, Butantã, São Paulo.
T (11) 3031 0920
www.museudacidade.sp.gov.br/
Horários de funcionamento: terça a domingo das 9h às 17h


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José Arnauld-Bello, Robert Smithson e Xu Bing no Museu de Arte Brasileira da FAAP
6 de setembro a 4 de novembro

Abertura: 5 de setembro das 16h às 18h.

Museu de Arte Brasileira da FAAP,
Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo.
T (11) 3662 7198
www.faap.br/museu
Horários de funcionamento: terça a sexta das 10h às 20h (a bilheteria fecha às 19h) – sábados, domingos e feriados: 13h às 18h (a bilheteria fecha às 17h). Fechado às segundas, inclusive quando feriado.


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Sergei Tcherepnin com Ei Arakawa na Casa Modernista
5 de setembro a 9 de dezembro

Abertura: 5 de setembro às 18h

Casa Modernista,
Rua Santa Cruz, 325, Vila Mariana, São Paulo.
T (11) 5083 3232.
www.museudacidade.sp.gov.br/
Horários de funcionamento: terça a domingo das 9h às 17h


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Bruno Munari no Instituto Tomie Ohtake
3 de outubro a 18 de novembro

Abertura: 2 de outubro às 20h

Instituto Tomie Ohtake,
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, entrada pela R. Coropés, Pinheiros, São Paulo.
T (11) 2245 1900
www.institutotomieohtake.org.br
Horários de funcionamento: terça a domingo das 11h às 20h


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Acesse www.30bienal.org.br para obter a programação completa da 30ª Bienal de São Paulo e a das instituições que compõem o Pólo de Arte Contemporânea.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Equipe de restauradores estudará nesta segunda-feira "Ecce Homo" espanhol

A notícia é do Portal UOL - veja aqui.

Foi notícia e piada, durante a semana passada, a 'restauração' de um afresco do século XIX em uma igreja espanhola feita por uma moradora de mais de 80 anos da região. Com boa vontade, a senhora modificou completamente o aspecto da pintura. A restauradora caiu de cama com a projeção global do seu trabalho, digamos assim, mal-sucedido!

Espanhola desfigura pintura de Cristo "Ecce Homo", de Elias Garcia Martinez, ao tentar restaurá-la
Espanhola desfigura pintura de Cristo "Ecce Homo", de Elias Garcia Martinez, ao tentar restaurá-la

Ontem a noite, como já era de se esperar, notificaram que uma equipe de restauradores foi solicitada para estudar o que de fato foi feito na pintura e como proceder futuramente. A questão é que o prefeito da cidade e dos solícitos moradores e amigos da senhorinha acreditam que é melhor deixar a obra como está! Por que? Porque o caso elevou o turismo na região e também seria uma forma de reconhecer o esforço pictórico de Cecilia Giménez.

Desde o início, não tive dúvidas de que uma restauração seria feita para apagar a piada acidental. Mas esqueci de cogitar o senso de humor humano, sempre surpreendente. Eu penso 'como deixar pra trás um trabalho exímio, épico, um registro histórico imagético?!'. E tive que pensar também 'como não reconhecer esse erro de restauração como uma espécie de registro antropológico do local, do povo que ali habita e de como se relacionam com esse mundinho? Por que apagar algo do nosso tempo, que nós soubemos tão de perto e pode ficar pra posteridade, como a arte rupestre??'.

A pintura devidamente restaurada e sua versão mais atual já estão em um banco de dados infinito e que levará o caso para milhares de instituições que trabalham com restauro, ou simplesmente a casa de curiosos artistas, admiradores, internautas sedentos por piadelas... A obra, o restauro e/ou a piada já não são mais apenas de uma parede em uma Espanha provinciana.

E até que não é má ideia deixar Cecilia Giménez eternizada nesse afresco, pra lembrarmos que na casa do Senhor também é permitido rir.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nascimento do filho da artista como performance


Intencionalmente durante uma exposição de arte conceitual, a artista Marni Kotak deu à luz a um bebê, "The Birth of Baby X" é o nome de sua obra.

Uma obra de teatro conceitual de Marni Kotak?

Me chamou atenção, tanto que gostaria de ver opiniões sobre isso...


Fonte: Arteducação Online
Veja outras imagens deste trabalho de Marni Kotak na página da exposição AQUI.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Observar obras de arte proporciona mesmo prazer de estar apaixonado, revela pesquisa

Achei super interessante essa notícia. Mais uma justificativa, agora científica, para apreciar Arte.
Retirei do site de O Globo

Ab
George Willian (arte-educador e colega do Curso de Extensão CECIERJ)


Observar obras de arte proporciona mesmo prazer de estar apaixonado, revela pesquisa

Se não há amor, procure a arte. É o que sugere uma pesquisa realizada na Inglaterra, que mostra que a mesma parte do cérebro que é estimulada quando uma pessoa se apaixona reage quando olhamos uma grande obra de arte. A observação da arte pelo homem provoca um aumento de uma substância química associada ao bem-estar, a dopamina, no córtex órbito-frontal do cérebro, resultando em sensações de intenso prazer.
O resultado se assemelha ao que as pessoas sentem com o amor romântico ou quando estão sob efeito de determinadas drogas. Numa série de experimentos de mapeamento do cérebro, o professor Semir Zeki, neurobiologista da University College London, escaneou os cérebros de voluntários conforme eles olhavam para 28 figuras.
Na pesquisa, foram incluídas obras como o Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli; e os Banhistas na Grenouillière, de Claude Monet. Zeki percebeu que o fluxo de sangue aumentou em áreas do cérebro geralmente associadas ao amor.
- Houve avanços significativos em nossa compreensão do que acontece no nosso cérebro quando olhamos trabalhos de arte - ele disse. - Recentemente, descobrimos que quando observamos coisas que consideramos bonitas, há aumento da atividade nos centros de compensação de prazer do cérebro.
Há uma grande associação de dopamina nesta área. Essencialmente, esses centros são estimulados, similar aos estados de amor e desejo. A reação foi imediata.
O estudo está sendo revisado e será publicado ainda este ano. A pesquisa sugere que a arte poderia ser usada para aumentar o bem-estar e a saúde mental do público em geral. Pesquisas realizadas anteriormente mostraram que a arte pode reduzir o sofrimento de pacientes em hospitais e conduzir a recuperação rápida de problemas de saúde.

Fonte: O Globo http://glo.bo/jmrwZO

O papel do educador diante da agressividade, violência e comportamento anti-social

Christiane D’Angelo Fernandes e Maria Fernanda Souza*


O papel do educador vem passando por um intenso processo de modificação nas últimas décadas, reflexo de constantes mudanças na sociedade, gerando novos desafios, demandas, instrumentos facilitadores e também inúmeros obstáculos. Um dos principais desafios encontrados pelo educador está no comportamento do aluno. De atitudes inadequadas a conflitos diretos com colegas de classe e professores, surgem algumas das maiores preocupações vivenciadas pela escola atualmente.

Problemas no estabelecimento e na manutenção da disciplina, aumento de atitudes agressivas, atos violentos, transgressão de regras, violação dos direitos alheios, entre outras manifestações anti-sociais no ambiente escolar, evidenciam importantes desajustes na relação educador/aluno. O educador diante de tal situação necessita conhecer as causas e conseqüências destes problemas para, então, buscar soluções e evitar o agravamento e a disseminação deste padrão de comportamento, passando do âmbito individual para o coletivo.

O que eu, professor, devo fazer?

  • Procure motivar o aluno pela busca do Saber;
  • Evite confronto com a criança ou adolescente;
  • Promova o diálogo e valorize os esforços e conquistas do aluno;
  • Promova também uma reflexão entre os alunos sobre questões que envolvam comportamentos e conflitos;
  • Não se esqueça da importância do seu papel como educador: você pode ser o agente transformador no desenvolvimento de seus alunos.
  • Diversas são as causas destes problemas, entre elas: frágeis referências morais, distorção de valores, questões familiares (dificuldades no estabelecimento de limites, regras, dinâmica familiar comprometida, violência doméstica etc.), problemas culturais, barreiras sócio-econômicas, conflitos emocionais do próprio educando, problemas de saúde mental do educando e/ou de familiares, comprometimento cognitivo ou dificuldades de aprendizagem.

    Os problemas de saúde mental, cognitivos e de aprendizagem pouco são considerados como causas efetivas de comportamentos agressivos, mas sua interferência no padrão de comportamento de crianças e adolescentes vem sendo cada vez mais evidenciada por profissionais de saúde mental.

    As dificuldades do aluno não são o único fator gerador de tais problemas. As condições emocionais e profissionais do educador também interferem no agravamento ou possibilitam a diluição dos problemas citados. Outro fator relevante é a ausência ou insuficiência de infra-estrutura e de recursos materiais, sociais e educacionais necessários para o pleno desenvolvimento do processo educativo. Recursos estes que deveriam ser garantidos pelo sistema educacional.

    As conseqüências geradas são incalculáveis. O enfraquecimento da relação aluno/ educador, falhas no processo educativo, perda do referencial de autoridade no ambiente escolar e o inquestionável agravamento das barreiras encontradas por todos os envolvidos neste processo são apenas as mais evidentes. Tal é a gravidade destes problemas que estas conseqüências não se limitam ao ambiente escolar, mas se traduzem em sérios reflexos sociais.

    Diante da multiplicidade de causas e conseqüências, seria insensato falar em soluções “mágicas”, especialmente a curto ou médio prazos. O que deve ser buscado gradualmente é a identificação dos fatores causais, o fortalecimento dos agentes implicados em todo o processo, a ampliação dos espaços e possibilidades de reflexão e discussão, buscando a melhoria das condições de ensino.

    As “armas” do professor

    Na prática, o educador dispõe de alguns recursos importantes. O fortalecimento emocional e profissional garantem melhores possibilidades em sua atuação diária. Seu auto-conhecimento promoverá um melhor controle de situações de conflito. Neste processo, uma importante estratégia é a de potencializar sua capacidade em motivar seu aluno e despertar seu interesse pela busca do saber, oferecendo novas possibilidades de adquirir conhecimento e superar barreiras.

    Evitar o confronto direto com o aluno é fundamental para preservar qualquer possibilidade de reestruturação de um relacionamento já comprometido. Para isto, é importante que o educador perceba que a manifestação agressiva, em geral, não tem como causa o próprio educador ou qualquer divergência pessoal por parte do aluno, mas é um reflexo das barreiras encontradas por este em seu desenvolvimento emocional, cognitivo e social.

    Outra importante solução é a adoção de políticas públicas que fortaleçam e desenvolvam a atuação do educador

    Ajudar o aluno a potencializar seus recursos internos, valorizar qualquer possibilidade de esforço ou conquista, promover o diálogo e buscar ajuda externa, quando a situação demonstra sinais de agravamento, são algumas das ferramentas que o educador dispõe. Além disso, o professor pode gerar uma reflexão entre os alunos sobre as questões que envolvem comportamentos, conflitos e atitudes inadequadas, possibilitando o envolvimento dos jovens na construção de soluções. Faz parte da missão do educador e da instituição de ensino garantir às possíveis vítimas de atitudes agressivas o suporte necessário para a solução de problemas.

    Outra importante solução é a adoção de políticas públicas que fortaleçam e desenvolvam a atuação do educador e ofereçam melhores condições de ensino e de vivência no ambiente escolar, visando a diminuição do descompasso existente entre a vivência contemporânea e a realidade vivenciada em sala de aula.

    Muito há que se pensar sobre soluções e caminhos para que o ambiente escolar possa realmente oferecer a alunos e profissionais as condições adequadas para o pleno desenvolvimento do processo educativo. Um ponto deve ser fortemente valorizado e explorado: a importância do papel do educador, não apenas diante de comportamentos inadequados, como também diante da possibilidade de tornar-se um agente transformador no desenvolvimento de seu aluno.

    Tal importância foi claramente evidenciada pelo professor e psicopedagogo Celso Antunes no texto “O sagrado e o profano na missão do professor”, que diz: ”a certeza de que possui uma profissão imprescindível, de que de sua ação no cotidiano se constrói o mundo em que se viverá. A imensa fé e crença de que sem professores uma sociedade não inventa médicos ou engenheiros, não faz surgir arquitetos ou mecânicos… O verdadeiro professor não pode ser guiado pela frieza de uma visão somente profana, mas também não pelo idealismo ingênuo de ser manipulado por sua crença autêntica...”.

    A afirmação nos leva a refletir sobre a grandeza e a complexidade do papel do educador, sobre os desafios a que é submetido diariamente, sobre a necessidade de sua capacitação e atualização constantes, sobre a influência de suas ações e sobre a cautela necessária em sua atuação.

    *Christiane D’Angelo Fernandes é educadora, coach e diretora-executiva do SINAL – Socialização da Infância e Adolescência Laborada; Maria Fernanda Souza é Pedagoga e Psicomotricista do SINAL


    Fonte: Portal Pró-Menino (http://migre.me/4uuef)

    quinta-feira, 28 de abril de 2011

    O gargalo do Ensino Superior no Brasil

    A alta evasão, causada principalmente pela falta de recursos, emperra o desenvolvimento do País, diz Oscar Hipólito. A Fernando Vives. Foto: Masao Goto Filho

    A evasão de estudantes do Ensino Superior é um dos principais problemas da educação brasileira e causou um prejuízo estimado em 9 bilhões de reais na economia do País somente em 2009. Esses são alguns dos dados analisados pelo pesquisador Oscar Hipólito, ligado ao Instituto Lobo, por meio do Censo que o Ministério da Educação (MEC) realiza anualmente com as instituições de Ensino Superior no Brasil.

    Segundo os números do MEC, 896.455 estudantes abandonaram a universidade entre 2008 e 2009, o que representa 20,9% dos alunos no Ensino Superior no momento, em média – ou seja, um em cada cinco alunos. Esse número já foi maior, mas ainda está muito além do que preza um bom projeto de Ensino Superior nacional. “Toda a macroeconomia é afetada com isso, pois não tem gente formada para movimentar o sistema. Com isso, acarreta a falta de desenvolvimento científico e tecnológico, e sem tecnologia própria você não tem um país desenvolvido”, diz Hipólito.

    Formado em Física pela Unesp, Oscar Hipólito fez doutorado na USP de São Carlos e pós-doutorado na Universidade de San Diego, Estados Unidos. Chegou a ser chefe do Departamento de Física da própria USP e há dez anos juntou-se ao Instituto Lobo, uma instituição sem fins lucrativos que visa coletar e analisar dados sobre a educação do Brasil.
    A partir da questão da evasão escolar no Brasil, Carta na Escola conversou- com Oscar Hipólito sobre o aumento da participação das classes C e D no Ensino Superior, países que são exemplos de combate à desistência e sobre o gargalo do financiamento estudantil.


    Gente, vamos levar o país à sério ou vamos brincar de faz-de-conta?
    Clique no link e leia http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-gargalo-do-ensino-superior-brasileiro.
    Você pode ajudar a mudar esta realidade!

    Não deixe de comentar, querendo ou não, vc faz parte disso e sua vida é afetada por isso...

    terça-feira, 26 de abril de 2011

    Quem quer ser professor?

    Baixos salários, desvalorização e falta de plano de carreira afastam as novas gerações da profissão docente. Mas há quem não desista. Por Tory Oliveira. Foto: Masao Goto Filho

    Você é louca!” “É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?” Ligia Reis (foto a dir.), de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. “Vai ser professor? Que coragem!” Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi (foto a esq.), de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: “Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro”. Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.

    Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.

    Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.

    Íntegra no site página da matéria em Carta Capital:
    http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/quem-quer-ser-professor

    terça-feira, 1 de junho de 2010

    "Bienal celebra arte e política em 2010" - via Último Segundo

    Curadores da 29ª edição prometem terreiros, obras do passado e admissão dos pichadores do evento anterior


    A Jennifer me mandou o link dessa notícia há alguns minutos! Vale a pena ler, dá uma panorâmica sobre a coletiva dessa manhã, além de roteirizar o final feliz dos pichadores da 28ª.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/bienal+celebra+arte+e+politica+em+2010/n1237650121737.html

    A lista oficial de artistas da 29ª BSP

    Na manhã dessa terça-feira, 01, a Fundação Bienal liberou a lista oficial dos 149 artistas participantes da 29ª Bienal de Artes de São Paulo, que acontece entre setembro e dezembro de 2010.

    Confira a lista no site da fundação:
    http://fbsp.org.br/29_bienal_participantes.html

    Durante a coletiva, que foi transmitida on-line - mas eu não consegui acompanhar! -, o twitter da Bienal listou as melhores citações dos curadores Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos.

    Veja algumas das falas dos curadores:
    twitter.com/bienalsaopaulo

    E você já foi a alguma Bienal de Arte de São Paulo, no Ibirapuera? Conheça um pouco dos conceitos que formulam a Bienal desse ano, nesses vídeos muito informativos do Youtube da Bienal:
    youtube.com/bienalsp

    E é isso, pessoal... Como educador em formação da Bienal desse ano, hehe, vou bombardeando o blog de informações sobre esse evento de importância mundial pra arte contemporânea. Em breve!!!