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domingo, 21 de abril de 2013

Ida e volta das primeiras atrizes hollywoodianas no MuBE


Leda Abuhab / Reprodução de mube.art.br

Esta pequena exposição, no MuBE até 28 de abril (próximo domingo, corre!), traz uma interessante e extensa reflexão sobre os fatos e efeitos nus e crus do momento mais glamuroso de Hollywood, quando o valor de uma estrela de cinema contrastava muito com o valor da mulher na sociedade - e poucos centímetros atrás das câmeras já era 'sociedade' o bastante. Olhando cada uma das molduras com suas "mensagens fotográficas", começamos a pensar: o que aconteceu com essas mulheres? O que essas marcas estranhas significam sobre uma imagem tão bela e moldada?

Se você é boa/bom em fisionomia, pode se arriscar a buscar os rostos nos quadros dentro do catálogo na entrada da exposição, e pode até descobrir suas histórias se for boa/bom de inglês... E assim, o mistério dessas mulheres e/ou estrelas continua, dando-nos apenas uns poucos segundos de suas existências no vídeo projetado em sala escura, ou nos filmes em que figuraram e de propósito ou por acaso passarão diante de nossos olhos depois de visitar a mostra.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O MASP está acontecendo! Passa lá!


Aproveitei a terça-feira [16] gratuita do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand para visitar sua exposição temporária "O Triunfo do detalhe - Os mestres antigos: o retrato". Apesar de não estar em um dia muito animado por pinturas emparedadas, a surpresa foi muito boa. Assim como a mostra dedicada a Caravaggio, no ano passado, encontra-se uma seleção modesta, porém muito proveitosa de obras.
De frente para a galeria da exposição, observa-se uma seta branca "à direita" em uma parede azul, sugerindo um percurso. E posso dizer que a sugestão é muito conveniente e nos convence de que ali existe um enredo curatorial para destrinchar. Os textos colaboram com a apreciação histórica das obras e criam um relação bem-humorada entre as pinturas. E fique atento: a famosa "fenda" na parede central da galeria guarda uma paisagem interessante dentro da mostra!

"Papéis estrangeiros": dezenas de gravuras apaixonantes de Edgar Chahine!

No segundo piso, encontramos as 3 exposições "fixas", ou sem previsão de encerramento: Papéis estrangeiros, Deuses e Madonas e Romantismo. Quem visitou o museu nos últimos anos pode apreciar essas exposições que podem lhe roubar um dia inteiro, o que seria muito exaustivo! Recomenda-se ir com calma e apreciar uma exposição a cada terça-feira. Além dos trabalhos que se revelam a nós em cada visita, a exposição Deuses e Madonas se movimenta ao longo do ano, trazendo novos arranjos e novos percursos no seu espaço.

Infelizmente, perdi Obsessões da forma, mostra dedicada ao acervo escultórico do MASP. Provavelmente fica no subsolo. Além de não encontrar facilmente, eu já estava detonado pela densa viagem de dois andares de 700 anos de Arte! Os detalhes das mostras no museu estão aqui.

Você acha que acabou? Que o MASP é só artes plásticas?

Na calada do museu, às segundas-feiras [19h30], o projeto Letras em Cena traz grandes atores nacionais para o auditório do MASP em leituras dramáticas (os atores se sentam e fazem uma leitura do texto; é como ouvir rádio, exceto pela visão dos atores em seu serviço de concentração). Posso garantir que leituras dramáticas são uma ótima opção para os sedentos por Arte e admiradores do teatro. E o melhor: é grátis. A programação de leituras e a reserva de lugares pode ser feita aqui no site do projeto, basta ir em Programação e clicar em "Faça sua reserva" na página do evento desejado.

E ainda tem a montagem da peça "Camille e Rodin", de Franz Keppel, aos fins de semana. Por sorte, a peça teve sua temporada prorrogada em 2013 até 26 de maio, com ingressos por até $20 às sextas-feiras! Eu vou lá, com certeza. O melhor é comprar na bilheteria, pela Rede sempre tem taxa de conveniência... 



E é isso. MASP é MASP, muita gente conhece, mas sempre vale a pena deixar a dica pra quem passa em frente ao suntuoso edifício, não sabe o que ele oferece e perde a chance de conferir programação de qualidade sazonalmente gratuita ou popular.

domingo, 31 de março de 2013

Download de filme: Estação Doçura (1985)


Esta dica é mais um resgate, um achado da rede mundial, como em meu outro post de download de filme. Trata-se de um filme "cult", provavelmente exibido pela última vez no extinto HSBC Belas-Artes, na Rua Consolação com a Avenida Paulista há alguns anos, em uma maratona mensal do Noitão.

Além desse fator nostálgico e do filme ser extremamente gentil, não dá para perdermos a oportunidade de refletir sobre o amor contemporâneo e ainda acompanhamos belas cenas e falas que nos levam às outras reflexões muito menos esperadas. O diretor Percy Adlon, assim como a protagonista, foram destaque pelo filme Bagdá Café (1987)... Vale a pena conferir esse delicioso filme e procurar por outros do diretor, que é uma figura peculiar no cinema dos últimos 30 anos.

SINOPSE

"ESTAÇÃO DOÇURA pode não encolher sua cintura,
mas é certo: liquidará seu coração" (ELLE)

Uma mulher grande, porém não tão jovem que trabalha numa funerária... está sentada ao metrô um dia, quando a voz do jovem maquinista bate nela como um raio. Ela tira férias do trabalho, espiona e segue o rapaz. Eles acabam no Sétimo Céu, mas um pouso forçado os traz de volta à Terra. No entanto, pode não ser o fim da história...

• Filmado em Fuji 35mm em Munique, 13 de agosto - 14 de setembro de 1984.
• Estreou no Festival Internacional de Berlim 1985 como "filme surpresa" do foro. Nos EUA, estreou no Festival de Cinema de Nova Iorque 1985.
• Marianne Sägebrecht ganhou prêmio Ernst-Lubitsch-Award de Melhor Atriz pelo filme.

ZUCKERBABY, 1985, Alemanha, 35mm, 1:1.66, Dolby Stereo
Um filme escrito e dirigido por Percy Adlon
Direção de fotografia: Johanna Heer
Montagem: de Jean-Claude Piroué
Música: Dreieier
Produzido por Eleonore Adlon

Com Marianne Sägebrecht, Eisi Gulp, Manuela Denz, Toni Berger, Hans Staldbauer.

Fonte: www.percyadlon.com


DOWNLOAD / BAIXAR


Idioma: Italiano (dublado a partir do Alemão)
Legenda: Português brasileiro
Duração: aprox. 80 minutos (edição italiana por CDL)


Filme (.AVI, 611 MB, italiano) | Legenda (.SRT, em português brasileiro)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Noite, neblina... e Arte?

Como postagem feita por mim no Facebook, "Eu não conhecia esse documentário até ontem a noite. Imagens fortíssimas dos campos de concentração, mas um relato necessário para quem precisa de doses sazonais desse genocídio, em busca de respostas sobre nosso mundo."

Trata-se do documentário "Noite e neblina", realizado por Alain Resnais em 1955, exatos dez anos após o final da Segunda Grande Guerra e o inclassificável Nazismo alemão. Esse vídeo me trouxe a genialidade desse diretor francês em se lançar numa produção cinematográfica de viés documental com uma subjetividade artística necessária: ao mesmo tempo que o filme pincela imagens e uma narração reflexiva, não somos poupados das imagens de horror que revelam dramas, histórias e fragilidades do ser - que mata, e que é morto.




O texto a seguir é uma reprodução do publicado na página do fantástico Imagens Históricas:

NOITE E NEBLINA. Direção: Alain Resnais, Texto do filme: Jean Cayrol, Música: Hanns Eisler, Narração: Michel Bouquet. França: Aurora DVD, 1955. 1 DVD. (31 min.), son., color./p.b, legendado, documentário.


O esquecimento de horrores passados promove o segundo assassínio das vítimas do Holocausto; essa é uma das premissas do filme feito pelo cineasta francês Alain Resnais. Uma década após o fim da Segunda Grande Guerra, o Comitê de História da Segunda Guerra Mundial pediu um documentário que narrasse os acontecimentos nos campos de concentração nazistas.

Dessa forma, o filme, cujo nome carrega a expressão surgida da chegada dos trens, durante a noite, sob forte neblina, em que muitas dessas noites, por falta ou excesso de nomenclatura, a SS nomeou os recém chegados apenas com: N N - Nacht und Nebel (Noite e Neblina) -, em seus 31 minutos promove o desafio da memória, buscando impedir que novas barbáries como o Holocausto voltem a acontecer. Afinal, segundo o cineasta, esse tipo de horror só sai de moda e, se esquecido, ele tende a voltar. O poeta francês Jean Cayrol, ex-prisioneiro do campo de Mauthausen, na Áustria, autor do texto presente no filme, também completou a obra capturando a atenção do espectador de forma quase poética.

Finalmente, Noite e Neblina é mais do que um registro histórico daquele período, sendo, também, o documentário possibilitará uma boa fonte de debate e um recurso contra a amnésia dos acontecimentos históricos.

Talita Lopes Cavalcante

Administração Imagens Históricas


Fosse pouco a descarga de realidade desse documentário, hoje me deparo com a seguinte entrevista em um grupo de discussão de educadores: "Entrevistei um daqueles gajos que nega o Holocausto".

A entrevista a seguir é uma reprodução da publicada em Vice/Cenas, por Jim Roberts:


O entrevistado a usar um lacinho.

O Charles Krafft é um artista plástico que tem andado nas notícias pelas piores razões: cerâmica nazi. O Charles faz bustos do Hitler, frascos de perfume com suásticas e pratos que ilustram bombardeamentos durante a Segunda Grande Guerra. Já lhe chamaram de tudo, claro: supremacista branco, nazi, negador do Holocausto, etc. Mas isto continua a ser arte. Certo?

Não é a primeira vez que um artista brinca com este tipo de simbolismo polémico de forma a abrir um diálogo fácil, e polarizado, sobre certos eventos contemporâneos, mas as alegadas ligações do Krafft a grupos de extrema-direita tornaram a sua obra em algo de genuinamente ofensivo para muitas pessoas. Quis conversar com ele para tentar descobrir se o Krafft é o Mel Gibson ou o Ali G do mundo da arte.



VICE: Como é que descreverias a arte que fazes?
Charles Krafft:
 Confrontacional e cómica. É uma comédia negra. Interessa-me a cerâmica não-funcional.

O que é que te atraiu originalmente para este ofício?
Olhando para outras peças não vês nenhum tipo de desafio, nenhuma referência à época em que vivemos. É como se fosse tudo do século XVIII: vaquinhas e moinhos. Quis actualizar a cerâmica, virar o conceito do prato do avesso. Pintar momentos que mudaram as nossas vidas.

Estou a ver.
Queria que tivessem o aspecto de peças que a tua avó pudesse ter em casa, mas que, ao mesmo tempo, arriscasse um duplo sentido. Comecei nos pratos, depois passei para armas e por aí fora.

Mas muito do teu trabalho tem uma certa conotação nacionalista, certo?
Sim, gosto do conceito de nacionalismo por oposição ao da globalização. Interessa-me o nacionalismo pré-Grande Guerra. Todo o nacionalismo pós-1945 foi diabolizado. Se leres literatura nacionalista pré-guerra vês que não é tão má como as pessoas dizem. Pretendo re-examinar a história dos movimentos intelectuais pré-1945. Havia muitos intelectuais de direita, hoje em dia são todos de esquerda.







Achas que a direita foi injustiçada, então? Presumo que sejas uma pessoa de direita.
Sim, julgo que sim. Foi diabolizada. Já não é possível ter uma visão imparcial. E não, sinto que estou para lá do paradigma. Não quero que me encaixem em nenhum dos lados. Mas sim, simpatizo com a direita. Acredito realmente que os comunistas estavam a tentar subverter este país, nos anos 50. O McCarthy foi muito criticado, mas tinha uma certa razão.

Mas as pessoas acusam-te de ser uma daquelas pessoas que nega a existência do Holocausto.
Estive num fórum online de extrema-direita e fiz um podcast para eles. Mas puseram palavras na minha boca. Sou da opinião que se deve re-examinar os dados que temos, mas é um tema demasiado tabu. Não entendo porquê, mas é. Há pelo menos um nazi, Valerian Trifa, cujo nome deveria ser limpo. Sou um protestante branco, é algo que herdei.

Portanto, és mais um revisionista do que um negador puro e duro?
Sou um protestante branco, é algo que herdei. Não devia haver tabus sobre nada. Algumas das provas históricas estão erradas, mas aparece sempre um judeu a queixar-se. A verdade deveria sobrepor-se sempre aos sentimentos das pessoas. Cresçam. Sei que isto é polémico, mas não sou um neo-nazi. Uso a imagética nazi de forma irónica, é um arquétipo do mal. A suástica é apenas mais um elemento da cultura popular.

E onde é que entram os teus bules do Charles Manson e do Hitler?
Ia fazer uma exposição no Reino Unido e pensei: bules. Os britânicos adoram chá.

E aquelas coisas feitas de esqueletos humanos?
Queria criar uma espécie de porcelana humana, uma maneira de imortalizar as pessoas. Pensei que pudesse ser comercializado, publiquei anúncios em revistas funerárias e tudo. Mas não tive muitos interessados. Os meus pais transformaram-se em fogo de artifício, depois de mortos, por isso pensei que pudesse haver outras pessoas interessadas em acabar num prato.

Pois, parece que não.
--


Depois de uma surra dessas de questionamento, alguns educadores resgataram a Pergunta das perguntas em Arte ("Isso é ou não é Arte?"), e se existe alguma Ética na Arte, ou o famoso "limite". Também houve conclusões em que como muitos comediantes têm se excedido em suas micropostagens no Twitter e perderam a graça, o artista em questão acima 'perdeu a Arte', perdeu seu direito de ser admirado, estudado, comprado etc. E agora: quais ideias chegam até você, a partir de todas essas informações?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

ENTRELINHAS na Estácio - Brooklin

E na semana passada, a semana cultural Entrelinhas: um encontro entre arte e moda tomou conta do campus Brooklin da Estácio Uniradial. O evento foi organizado pela coordenadora dos cursos de Artes Visuais e Design de Moda, professora Marina Inoue. Sem dúvida, os resultados foram muito bons! Ainda de maneira tímida, o pessoal de Direito e Administração foi aparecendo em algumas palestras, workshops e shows programados. Deixo aqui o meu review da semana cultural!

Minhas fotografias acompanharam as manhãs de terça a quinta, e estão nesse álbum:
http://www.flickr.com/photos/dehsoares/sets/72157624036866291/

Os vídeos da semana cultural, por eu mesmo:









Isso não é tudo, hein? Os registros da semana cultural vão pipocando pelo blog daqui pra frente.