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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PERSPECTIVAS DE MUNDOS.


Todos os dias o sol nasce e se põe, ao longo deste processo, pessoas estão assistindo Tv, buscando por dias melhores, estão reclamando do trânsito de SP, infelizes com seus empregos, consumindo drogas, reclamando da comida que comem e reclamando da vida...
 Ultimamente estive participando de um grupo aberto de pessoas com ideias em comuns que questionam nosso meio social.
Em meio à opressão, má distribuição de rendas, impostos absurdos, politicagem podre e barata, planos do governo que só ficam no papel, manipulação em massa, tecnologia crescente, sistema falido e atrasado de educação Brasileira dentre outros. Venho um tempo questionando o motivo pelo qual não tenhamos contato direto em ações de mudanças, será que as pessoas estão ocupadas demais, precisando estar no mercado de trabalho por dinheiro e consumindo para suprir essa frustração? Cegas demais, acomodadas demais e alienadas demais... Não necessariamente generalizando dessa forma, mas convenhamos que é mais é fácil se justificar e cair na rede do comodismo, marginalizar os que estão fora desse contexto e criar uma ilusão de vida perfeita ditada pela educação pela qual nos educaram.
De acordo com os fatos, mesmo não sendo moradora da cidade de SP, presenciei uma série de manifestações e, como resultados disso, revoltas recebem balas de borrachas para deixar a situação caótica em silêncio, e as mídias publicam o que querem a seu favor. Velha história...
Muitos sabem que o sistema está infiltrado em nossas mentes. Com base nisso um dos métodos tomados pelo grupo de agir em pró da conscientização a favor da coletividade e assim reverter um pouco do quadro é fazendo ações diretas.
Realizamos visitas a comunidade do Moinho, minha primeira impressão é de que, sem dúvidas  o local está esquecido pelas autoridades de SP e condições de vivências são péssimas, sem o mínimo de recurso para necessidades mais básicas (tomar água, realizar refeições, necessidades fisiológicas,péssimo odor por toda a parte etc)
No dia 16 de setembro de 2012 passamos o dia no local em uma ação através da imagem que elaboramos (mais detalhes nas fotografias em breve no meu blog pessoal kahartes.blogspot.com.br). A intensão da imagem é dialogar diretamente com a população e causar questionamentos, com relação ao que vivemos e mover atitudes.

Comunidade Moinho 16/11/2012.
Consequentemente trocamos experiências, deixamos um pouco de nossas histórias e levamos muitas conosco. Vítimas da grande engrenagem, são pessoas simples dentro de uma “sub sociedade podre”; São pessoas humildes com suas riquezas internas, são pessoas deixadas pra trás.
Para nossa surpresa, nesta manha do dia 17 de Setembro, querido ano de eleição foi identificado o 2° incêndio na favela do qual foi publicado em diversos sites e mídias televisivas.

O Estadão publica:” Briga causou incêndio que atingiu a Favela do Moinho, dizem moradores”
Diário de SP: “Uma pessoa morreu em incêndio em São Paulo”
G1globo:” Polícia prende suspeito de iniciar incêndio na favela do Moinho, em SP”
fantastico.globo.com já publicou: Condição precária das casas é origem de incêndios em favelas de SP
Este ano já são 32 incêndios em favelas da cidade de São Paulo. Oito só em agosto.
Outras mídias indicam que pelo tempo seco é bem comum a possibilidade de incêndio por diversos motivos ocasionais, como mera fatalidade acidental...
Em seguida surgiu um índice de 68 incêndios em favelas de SP.

Em 23 de dezembro houve o mesmo ocorrido e as mesmas justificativas pelas mídias.
A mídia interesseira, portanto é isso e sempre foi isso!!!

 Em 2005 a prefeitura da região entrou com uma ação para desocupar a área da comunidade do moinho, ignorando mais uma vez a presença dos moradores. Lembrando que por ser uma região central de SP o local se mostra ainda mais atraente pelo mercado imobiliário.
Indignada, depois de tantas publicações podres e por outro lado, apelos já realizados, senti a necessidade de simplesmente fazer acontecer algo nesta pequena ação documental do qual compartilho.
Estou do lado de quem luta por uma política habitacional digna e justa com o mínimo de benefícios para sobrevivência e por uma educação acessível de verdade.
Não é, portanto mais um trabalhinho acadêmico, nem uma super  elaboração revolucionaria com fins lucrativos como muitas por aí, é um registro de um contato mais direto e o começo de algumas ideias coletivas por livre espontânea vontade do qual plantamos algo que não sabemos o que, nem onde  vai dar, mas onde há fé a esperança não morre e nós continuamos.
Fim da tarde entrada da comunidade do Moinho.16/11/2012.

Um comentário:

Andre Soares disse...

Eu acho que todo o dinheiro investido em campanhas eleitorais deveria ser investido na contratação de um prefeito de Nova Iorque ou Londres, pessoas mais dignas que qualquer político brasileiro e que realmente governam cidades gigantescas como tal. São Paulo é gerida como uma capitania hereditária, um pólo de exploração colonial! Os pobres são tratados literalmente como ratos, tocados de um lugar pro outro no cacete!Política humanizada, que sempre achei que era coisa de país desenvolvido, mas vejo exemplos aqui nos nossos vizinhos latinoamericanos, nem tão bem-sucedidos econômica e politicamente como nós! Algo está muito errado... Fiquei embasbacado de saber que quem perdeu sua casa em um dos 32 incêndios ou não receberá auxílio ou vai esperar 3 meses pra ter uma moradia popular a km de distância, desde que não tenha perdido seus documentos no fogo. Eu acho que é obrigação do Estado urbanizar esses espaços criando micropólos domiciliares, como o que ocorre nas comunidades-favelas.