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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

2012, então? Vamos lá??

'O que NÃO pode ser arte?' foi a primeira provocação das Descobertas Artísticas em 2012.
Tivemos um final de curso (novembro 2011) ligeiramente turbulento, atribulado... A poesia da arte se esvaiu no estresse dos trabalhos acadêmicos, das comprovações de estágio e atividades complementares. Os questionamentos, coitados... Coalharam no ponto de interrogação.

Eu, sinceramente, queria mesmo era me ver livre daquela bomba de metas. Cansei do politicamente correto, em pedir licença quando não se sente bem, e saí de cena sem olhar pra trás, quando gritaram 'Corta!'. Claro que eu voltaria pra olhar tudo aquilo, mas dessa vez não quis dar prazo a ninguém.

Pode ser que eu comece agora. Nada difícil dizer que meu ano está começando só agora, também.

Foram meses em que eu quis esquecer o arte-educador, o artista, a Arte, a educação e os artistas. Eu não quis saber quem eu era e/ou seria. Agora, talvez eu possa ser algo por aí.

Em Maio 2012, pedacinhos da turma se uniram pra colar Grau! Que festa, hein? Que circo... Deu pra rir, sim.
'Antes tarde do que nunca', não é o que dizem?

E em Agosto 2012, o diploma. Oficialmente formado na licenciatura em Artes Visuais. E agora, José???
Com diploma na mão, senti um leve pulsar da vida. 'Agora, é.'

Fui ver Caravaggio, FILE, Nazareth Pacheco... refazer minha amizade com museu. Fui numa formação de educadores no Centro da Cultura Judaica, onde percebi que ainda consigo falar e pensar arte-educativamente. É, ainda tá tudo aqui.

Na minha paleta de cores da vida, todas as cores se tocam. Não vejo mais uma tela de cotidiano sem que necessite da cor que aparece nesse toque. Tal mistura é que diz pra mim que descobertas artísticas também estão na descoberta de mim mesmo, dia após dia, sem fingir comprometimentos com o que já não suporto.

Um comentário:

Plácido Manoel Plácido de Freitas Neto disse...

"A arte serve para tornar a vida mais ineressante do que a arte."
Uma educadora do Educativo da Bienal, citou esta frase e seu autor. Talvez, você André, saiba o autor.
Mas mesmo que não saiba, a sua postagem é uma experiência nata de que a frase é verdadeira.