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sábado, 25 de dezembro de 2010

"Você já se perguntou se somos nós que fazemos os momentos em nossas vidas ou se são os momentos da nossa vida nos fazem?"


Como todo fim de ano simbólico, paramos para fazer uma retrospectiva dos acontecimentos gerais ao longo do ano sendo eles bons ou ruins, mas que fazem parte do que acrescentamos a nossas vidas. E assim despejamos expectativas. E mais expectativas.

Particularmente, conheci pessoas incríveis reforcei velhas amizades, vivi coisas novas, deixei coisas e pessoas fantásticas para trás... Talvez nem saibam que fizeram parte daquilo que realmente admiro, mas o que aprendi com as pessoas que cruzaram meu caminho é como ter aprendido a andar de bicicleta, ou ter aprendido a falar; Não irei esquecer concerteza, e ainda mais do que isso pretendo não “enferrujar”, daqui pra frente.


Diante disso sinto a necessidade de reforçar um impulso de reflexão lúdica nas essências dessas duas histórias a baixo que nos passam uma mensagem diária e verdadeiramente útil para contribuir com uma vida bem vivida.

Vale a pena compartilhar nessas mensagens o que também tanto aprendemos na prática, pois neste ano e, acredito que a cada ano isso se reforça mais e mais no exercício da convivência, refletindo na vida profissional, emocional, e claro prazerosa naquilo que praticamos e construímos diariamente com as pessoas.


A Fábula do Porco-espinho

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrerem congelados, então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.

O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.


O Carpinteiro

Um velho carpinteiro estava pronto para se aposentar. Ele contou ao patrão sobre seus planos de deixar as atividades ligadas à construção de casas para aproveitar a vida ao lado de sua esposa e de seus familiares. Para ele, receber o salário daquele mês nem era mais importante. Ele queria apenas se aposentar. O patrão estava bastante chateado por estar perdendo um empregado exemplar. Mas, como um último e pessoal favor, pediu seu empenho na construção de apenas mais uma casa.

O velho carpinteiro concordou, mas no mesmo instante foi possível perceber que seu coração não estaria presente naquele trabalho. E assim, ele trabalhou com desleixo, usando, inclusive, materiais de má qualidade na obra. Foi uma forma infeliz de se encerrar uma carreira. Quando o carpinteiro concluiu seu trabalho, o patrão esteve no local para inspecionar a casa. Ele passou as chaves do imóvel para o carpinteiro e disse:

” Esta é a sua casa. É um presente meu para você.”

O carpinteiro ficou chocado! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente. Isto muitas vezes acontece com a gente. Nós construímos nossas vidas dia-a-dia, e em alguns momentos colocamos menos do que poderíamos em nossas obras. E subitamente percebemos que temos que viver naquela casa que construímos. Se fosse possível fazer tudo de novo, faríamos diferente. Mas o tempo não anda para trás. Todos nós somos carpinteiros.

Na construção da nossa vida, cada dia um prego é batido, uma tábua é ajeitada, uma parede é erguida.

“A vida é um projeto: faça você mesmo.”

Suas atitudes e escolhas de hoje irão construir a casa em que você viverá amanhã. Portanto, construa-a com consciência.

Façam, portanto que as suas comemorações de fim de ano sejam mais do que comemorações, mas que sejam também motivos para um início repleto dessas consciências.

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