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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pausa reflexiva

Resolvi fazer esta pausa reflexiva porque senti que não fizemos muito lá no espaço da Bienal (NOTA: como universitários de artes visuais, A PAUSA REFLEXIVA É OBRIGATÓRIA E DEVE SER VERBALIZADA).

Estávamos - e estaremos - na Bienal com professor e em horário de aula. Como adultos e universitários de artes visuais, é nosso dever se organizar junto ao grupo, participar das conversas coletivamente e estimular um ponto de vista que vise a disciplina do professor em questão - além de todas as abordagens possíveis que devem acontecer durante o percurso da visita. Se estamos em horário de aula com o professor, em um espaço diferente da sala de aula, isso não é folga ou 'passeiozinho'. Seria, se estivéssemos na faculdade de Matemática; mas estamos em Artes Visuais. Espaço expositivo é habitat natural! É sentir na pele! É experimentar os conteúdos pedagógicos e metodológicos que estudamos pra caralho nos últimos semestres, sobre como espaços diferentes também são sala de aula, lugar pra se aprender e trocar informações!

A 29ª Bienal, por exemplo, abre todos os dias. Nossas viagens sem rumo pelos 3 andares podem ser feitas aos fins de semana, com um amigo, ou aqueles que toparem qualquer apreciação.

Como estudantes voltados pra área de educação para/através das artes visuais, pensar arte, pensar educação e pensar arte-educação não tem hora, nem local marcado. É constante! Estamos sempre dispostos a ver arte numa bienal, numa caçamba de lixo, num pastor pregando fervorosamente na Praça da Sé; estamos praticando o ensino quando se fala com um filho, com uma senhora no ônibus, com nossos pais ou com nossos alunos/aprendizes. Não podemos esperar que alguém diga 'isso é arte' ou 'ele precisa de uma boa educação'. Incorporem isso no dia-a-dia e não será necessário se preocupar em fazer essas coisas.

Quando estamos numa aula fora do campus, enquanto turma da manhã com apenas 10 alunos e desprovida de armamento pra lutar pelos direitos acadêmicos, AINDA VALE "UM POR TODOS E TODOS POR UM". Na verdade, pensar no coletivo é bom em qualquer situação, não espere apenas ser sua turma da faculdade ou de amigos. Pense coletivo na calçada, na rua, no elevador, no metrô, no ônibus... Pense que outras pessoas precisam se deslocar e você pode estar obstruindo uma passagem pra ela; pense que o espaço do local está acabando e que se você se arrumar um tanto melhor, outras pessoas poderão entrar e também acabar logo com aquele sofrimento; pense que quando você faz parte de um grupo de 10 pessoas, o seu 'NÃO' pesa mais que todos os outros 'SIM'. Que a sua conversinha particular com outras 2 pessoas encurta muito o contigente do grupo. Que a sua ida até uma obra em outra ponta da exposição deixa alguém preocupado em se locomover e não encontrar mais os colegas.

Por enquanto, é isso! Minha intenção é apenas refletir sobre o que está acontecendo conosco, da turma, e pode ter alguém disposto a pensar nessas questões e fazer diferente também. Basta disposição e sinceridade com você mesmo. Não dê uma escapadinha pelas beiradas, nem Ctrl+C Ctrl+V.... Tente, de verdade, fazer por você mesmo, aí parta pro quebra-galho.

Um comentário:

Manoel Plácido disse...

Cara, como o seu texto é longo, deixaei pra ler depois. Li agora, com mais folga de tempo. Concordo com você. E já percebemos que é um caminho difícil ter essa consciência.
Mas vamos puxar para o alto a excelência de nossa formação, sim.
Conte comigo!