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terça-feira, 15 de junho de 2010

Arte e Interculturalidade: Marepe

Marcos Reis Peixoto nasceu em Santo Antônio de Jesus em 1970. Vive e trabalha em Santo Antônio de Jesus, Brasil.

Estudou Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Teve um rápido reconhecimento: já em meados da década de 1990 era um dos artistas brasileiros de grande sucesso nacional e internacional.

Seu trabalho mantém uma estreita ligação com a vida cotidiana em seu estado natal, a Bahia. Os materiais que usa em seu trabalho são refugos do consumo. Lixo pra alguns e fonte de subsistência para outros: caixas de papelão, pedaços madeira, isopor, latas de alumínio. A cultura popular é vista nas barracas de ambulantes com cartões telefônicos, filtros de barro, bacias de metal e até mesmo um cajueiro que aparece em seus trabalhos com sua forma e função alterados,
O aspecto portátil de várias das obras do artista diz respeito à instabilidade da vida nos países periféricos, onde as pessoas precisam estar sempre prontas para recomeçar. Seus trabalhos "Embutidos e embutidinhos" fazem menção a essa instabilidade. Espaços reconfiguráveis, de tamanhos variados, feitos de madeirite sem pintura ou qualquer acabamento podem ser ao mesmo tempo uma casa, um comércio ou um escritório.

Marepe já expôs na Bienal de Veneza em 2003, Bienal de São Paulo em 2002, Bienal de Sidney em 2004, Bienal do Mercosul em 1999. Além do Centro Georges Pompidou (França) e Museu Reina Sofía (Espanha) entre outros importantes centros de arte contemporânea.


Recôncavo embutido.


Embutidinho, 2001.


Cabeça acústica, 1996.


Banca de bijuterias, 1998.


Trouxa, 1995.

Fonte
Reprodução do site UOL Diversão - 27a Bienal

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